quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A concorrência no mercado fotográfico

Administro um grupo de fotógrafos profissionais, fotógrafos amadores e amantes da fotografia da região de Limeira, denominado FOTOCLUBE DE LIMEIRA.

Contrário ao que acontece na maioria dos chatos fóruns de discussão, cheios de egos inflados, de gente disposta a tudo para provar sua tese, nosso grupo é formado por pessoas muito dispostas a ajudar e também sem vergonha de perguntar. Raros casos, mesmo os egos maiores têm boas rédeas.

Enfim, no último trimestre de 2009 houve uma discussão saudável na lista, acerca do mercado fotográfico.
Postei uma mensagem que rendeu muito retorno direto, por fora do grupo, concordando, elogiando e colocando outros pontos de vista.

Publico aqui o que escrevi naquela ocasião:

Quando falamos em serviços, de qualquer área, a questão PREÇO é muito complexa.
Sempre digo que é preciso, de uma vez por todas, acabar com este paradigma de que "serviço é diferente de produto" - Aquele que acha justo pagar por um produto, mas não por um serviço.
Nós estamos na era dos serviços! Produtos são mais caros apenas pelos serviços agregados, pois sem eles, todo produto tende a "commodity".
O cara que ainda não entendeu isto parou na década de 1940.

O segredo para sair da tricheira da guerra de preços é a especialização.

Nosso mercado está sofrendo uma transformação brutal devido a acessibilidade a tecnologia - O que é bom.
É preciso se atualizar, pois não basta (nunca bastou) ter um bom equipamento. Hoje qualquer um tem uma câmera que vai entregar arquivos excelentes.
Então, O QUE o cliente compra, quando contrata um fotógrafo? Um Apertador de Botão (um "commodity"), ou um técnico em iluminação, direção, linguagem e, por consequência, fotografia?

O cliente que entende que fotografia é apenas apertar um botão na verdade não é cliente de fotografia.
Um cliente de fotografia entende que a fotografia digital é muito mais complexa que isto e procura um técnico que desenha a luz, constrói uma composição que ele não pensaria.

O cliente que não sabe o que é fotografia é um dos males mercado. É preciso educá-lo e dar maturidade para que entenda o que é fotografia, para que ele saiba o que está comprando.

Outro mal do mercado é o que se intitula "fotógrafo" e tem medo de cobrar. Não é cobrar caro! É simplesmente cobrar. Ele acha que é um favor o cliente pagar.

"PUTZ! PINTOU UM CLIENTE! E AGORA, O QUE EU FAÇO?!?" - Assim pensa ele.
Este cara ainda não se entendeu fotógrafo. Ele não estudou, ele não investiu, ele não se atualiza. Ele sabe que não é fotógrafo, mas se intitula como um. Ele apenas tem uma câmera e aperta o botão.

Um Apertador de Botão sempre terá medo do que o cliente vai responder, quando ouvir seu preço.
"Tudo isto?!?" - Basta o cliente dizer esta frase para que o Apertador de Botão quase desmaie e imediatamente baixe seu preço pela metade, ainda pedindo desculpas para o interlocutor.

E este cliente de fotografia, tendo passado por esta experiência, SEMPRE vai partir para o leilão - E, claro, vai querer que o Apertador de Botão entregue os melhores arquivos do mundo.

Em todo mercado existe a concorrência por preço - Que não deixa de ser um diferencial, mas certamente esta é a PIOR das concorrências.
Quem não se respeita como profissional, jamais será respeitado pelo mercado.

Então lá vai o Apertador de Botão em sua árdua jornada, fotografar a contra gosto porque o cliente pagou apenas metade do que ele queria - E ainda reclama! ...Muitas vezes com razão, pois ele contratou alguém que se intitulava "fotógrafo", mas não sabia que contratou um Apertador de Botão, que conseguiu lhe entregar os arquivos mais grotescos do mundo.

Resultado: O cliente fica confuso na hora de contratar (pois agora todo mundo se intitula "fotógrafo" e ele contratou alguém que se dizia ser) e certamente nunca mais irá procurar aquele Apertador de Botão.
Se procurar, vai ser por conta do preço camarada que o Apertador fez, pois se assustou quando recebeu o orçamento com o valor real de um FOTÓGRAFO e ele acha que o FOTÓGRAFO está o explorando.

Assim o Apertador de Botões (que insiste em dizer que é fotógrafo, mas não faz nada para ser) nunca vai conseguir cobrar o que é justo.
O cliente fica sem saber quanto é o valor real para aquele serviço fotográfico, pois pagou baratinho para o Apertador, achando que contratou um FOTÓGRAFO.
E o FOTÓGRAFO fica sem o cliente.

Que cilada o nosso mercado!

Qualquer profissão exige uma faculdade de pelo menos 04 anos, estágio, entrada no mercado e só então a consolidação.
É preciso estar ciente que uma câmera fotográfica dSLR não é a Bolsa Mágica do Gato Félix. De dentro dela não vai sair uma profissão - Até porque a tecnologia está facilitando o acesso a este tipo de equipamento a qualquer um! Uma câmera não vai te fazer diferente das outras 20 pessoas que estão se propondo a entregar o mesmo serviço.
É preciso estudo, paciência, perseverança, ética e visão.

Um fotógrafo, assim como um dentista ou um advogado, precisa ser um bom gestor e não apenas conhecer sobre fotografia.
Ele precisa ser um bom administrador, um bom negociador, um bom estrategista, um bom contador.
É preciso se atualizar constantemente.

Existe uma associação que publica uma tabela de referência de valores para trabalhos fotográficos: É a ARFOC (Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo).
Enquanto nosso mercado não é regulamentado, a tabela referencial é um bom caminho.

.....
NOTAS:

- Já me vi como Apertador de Botão e o que escrevi acima diz muito a respeito de minha própria experiência. Já agi como tal, por isto acredito que possa falar desta situação com certa propriedade. Hoje me vejo como Fotógrafo - Mudei muitos conceitos e práticas.

- Me ver como Fotógrafo não quer dizer que já esteja satisfeito com a qualidade técnica da minha fotografia. Este dia nunca vai chegar.

- Não sou dono da verdade e nem pretendo ser! Sou dono apenas das MINHAS verdades e estou sempre aberto a mudar de opinião, desde que esta nova opinião derrume as minhas crenças.

Expus aqui porque acho que falar disto é muito saudável para o mercado fotográfico.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Workshops e consultoria em fotografia

Como já mencionei em algum ponto deste blog, ao contrário do que a maioria pensa, acredito que a fotografia digital dificultou muito a fotografia profissional (ou a fotografia levada mais a sério, como um hobby), pois o fluxo de trabalho aumentou, consequentemente a responsabilidade sobre a qualidade final, idem.

A popularização da fotografia é inegável (graças a acessibilidade que a digital, o aumento do poder aquisitivo e o acesso ao crédito permitiram), porém é ridículo acreditar que o simples fato de se ter um bom equipamento é sinônimo de fazer uma boa fotografia.

Enfim, não sou o único a pensar assim, pois se tem uma coisa que este blog tem me trazido são contatos de pessoas e empresas de diversas cidades da região de Campinas / SP, a procura de cursos, workshops e consultoria em fotografia.

Pois bem, para deixar claro: Sim, ministro workshops e presto consultoria em fotografia.
Se esta for a sua procura, entre em contato - Terei prazer em falar contigo!

Um dos workshops atende aqueles que estão se familiarizando com a linguagem técnica fotográfica e precisam compreender como ISO, abertura e velocidade influenciam no resultado de uma fotografia.
Aquelas letras todas do dial, P, M, A, S, AV, TV... Para quê servem e como usar melhor isto tudo?
Nada disto seria desenvolvido até em câmeras compactas se não tivesse uma funcionalidade fácil de se entender e simples de se aplicar.

Estou desenvolvendo outro, ainda mais simples, que fomentará dicas para uma boa fotografia: Composição, enquadramento, uso otimizado do flash, fotometria...
Técnicas úteis para melhorar bastante a fotografia descompromissada, de uma viagem com a família ou daquele encontro com os amigos.

Tenho um que chamo VIP DE ESTÚDIO, ministrado para apenas dois alunos por vez, cujos portfólios e nível de conhecimento me são apresentados numa entrevista prévia - Assim seleciono dois interessados que tenham níveis técnicos próximos.
Passamos oito horas dentro do estúdio, com as mãos na massa em tempo integral e enfoque total em suas dúvidas, da captura, iluminação, direção até a edição em software, se quiserem. Quem dita o ritmo e o foco são os próprios alunos.

Outro que vem sendo pedido, e que certamente será desenvolvido neste semestre, é de PhotoShop.
Vou preparar ao menos dois: Um para iniciante, que sequer conhece suas ferramentas, e outro para quem já conhece bem a interface, mas quer melhorar seu tratamento de pele, fazer maquiagem, gerar um arquivo de saída mais adequado para cada finalidade de uso; enfim, dar um acabamento melhor para suas fotos.

Além dos workshops, presto consultoria para grupos de fotógrafos iniciantes, empresas e estúdios fotográficos.
Neste formato a atenção é voltada exclusivamente as dúvidas daquele que já tem alguma experiência na fotografia, porém precisa de um gás em um ou mais pontos de seu fluxo de trabalho digital.
No caso de iniciantes, também desenvolvemos um cronograma que passe por todo o processo, da boa fotometria, enquadramento, a geração de um arquivo de saída adequado a finalidade.

Enfim, a flexibilidade é enorme e o que buscarei será o fortalecimento técnico do ponto onde o cliente tem maior dificuldade - Seja num workshop básico, seja numa consultoria, a idéia é melhorar sua fotografia e esclarecer suas dúvidas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Intertextos Fotográficos


Conforme me comprometi no post anterior, publico aqui as duas fotos que foram apresentadas na exposição INTERTEXTOS FOTOGRÁFICOS, de curadoria de Rogério Entringer, fruto da oficina TEORIAS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORANÊA, ministrada pelo próprio Rogério.


Como muito bem diz a artista plástica Paula Pittia, “arte não se explica, pois seu papel é tirar o espectador do comodismo”.

Porém me senti na obrigação de explicar as propostas das fotos, não por subestimar a cultura geral de quem foi à exposição ou eventualmente visita este blog, mas sim porque estas fotografias nada têm com a minha fotografia usual.

A idéia desta exposição era de tecer ligações entre a fotografia e outras artes, seja cinema, teatro, literatura, música ou até mesmo a própria fotografia – Enfim, alguma referência.

Desta forma, encarei a produção como encomendas. Nada têm de “produção autoral”, fiz da proposta da exposição o meu briefing.


PRETENSÕES: O ENCONTRO DE RODIN, LACHAPELLE E WARHOL



Para esta foto, chamei para posar André Malavazzi , fotógrafo em formação, atuando em Campinas, que prontamente entendeu e aceitou o convite.

Aposto muito em seu trabalho. Tive a oportunidade de conhecer algumas de suas fotos e seu olhar segue um caminho interessante.

A idéia original era a de se fazer completamente nu. Apesar da pose não ser nada "agressiva" mesmo aos mais puritanos, fizemos de sunga porque o curador tem a intenção de levar esta exposição para faculdades, escolas, enfim, outros espaços, com diferentes públicos.


O mais óbvio intertexto desta fotografia é com O PENSADOR, do escultor francês August Rodin.

O segundo, mais subjetivo, é com A FONTE, de Marcel Duchamp, um dos precursores da arte conceitual, introdutor do “ready made” como arte.

Outra referência que busquei foi no trabalho do fotógrafo David LaChapelle, cujo trabalho conheci mais a fundo através do seu excelente livro HEAVEN TO HELL.

Suas cores, montar o inusitado, o flash direto, me deixaram chapados logo nas primeiras fotos que tive contato. Praticamente não há edição pós captura, tudo é feito diante da lente.

Também faço uma referência a Andy Warhol, artista ultra pop, através da banana, usada na capa do álbum The Velvet Underground & Nico.

O que não entendi é porque justamente ele, que mudava as cores de tudo o que trabalhava, manteve o amarelo da banana. Só para contrariar, fiz em azul.

Ao fundo, a foto do Joseph Niepce faz referência a minha própria foto: A dele foi a primeira da história, e esta foi a minha primeira feita especificamente para uma exposição deste contexto, não apenas pinçada dos meus arquivos para apresentar.

Já a famosa foto de Henri Cartier-Bresson foi pura reverência, não referência, já que sua fotografia me fascina desde sempre.


Aqui vai uma colagem das referências que utilizei:



Fiz uma segunda foto neste ensaio, não exposta, onde o André segurava um balde de lixo de inox nas pontas dos dedos, fazendo uma referência ao desenho em perspectiva em que M.C. Escher segurava um globo espelhado que refletia sua imagem numa sala.


REMONTANDO O BEIJO MONTADO



Depois de décadas, Robert Doisneau declarou que a famosa foto O BEIJO NO HOTEL DE VILLE foi montada, não capturada num "instante decisivo bressoniano", uma de suas marcas.

Nada que tenha mudado a importância daquele disparo, que por muito tempo simbolizou o clima de alegria pelo final da guerra.


Quando estive em Paris e estava em frente ao Hotel, me lembrei da clássica foto e circulei um pouco, buscando o mesmo ângulo que Doisneau usou para fotografar o casal em 1950.

Na verdade, minha vontade era a de ser o modelo desta foto, junto da Alessandra - Queria uma foto para porta retratos mesmo.

Enfim, encontrei a face do prédio que fora fundo do beijo e disparei. Obviamente não consegui o mesmo ângulo, mas montando sobre a original, Rogério, como curador, achou interessante o suficiente para que fosse exposta.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Construção do olhar

Participei como aluno de uma oficina de conteúdo muito rico sobre teorias na fotografia contemporânea, ministrada por Rogério Entringer.

Rogério tem uma ótima bagagem cultural e excelentes conhecimentos acerca do tema que abordou; vislumbra intertextos impensáveis entre a fotografia e as mais diversas artes.

Apresentou material de excelente qualidade, de conteúdo vasto e interligado, fluido, fácil de se absorver e de se envolver.


Voltar a estudar a fotografia conceitual, simultaneamente conhecer Paris e seus hábitos, além de conhecer mais a fundo o trabalho do Lachapelle, despertaram novamente uma busca que ficara de lado, não por não prezar, mas por dedicar tempo demais a outras coisas: A busca pela MINHA linguagem.


Hoje passo por um conflito entre a necessidade de buscar, no meu limite, a imagem asséptica, aprovada pelo cliente (e muitas vezes abrindo mão do que eu mesmo considero bom/ideal) e a criação de algo mais visceral, fora do lugar comum, transgressor no que diz respeito ao que a massa chama de “adequado”, e ao mesmo tempo consumível e que faça o espectador repensar a fotografia como meio de expressão.


Não que domine completamente a técnica fotográfica; também não que pretenda que minha fotografia seja considerada “arte”. O ponto é que compreendo a técnica o suficiente para que a fotografia técnica já não me excite, porém ainda não descobri a minha fotografia, a que transcende o ponto do equilíbrio simplesmente técnico e entra na expressão pessoal do fotógrafo (apesar de toda fotografia ter algo de pessoal do fotógrafo).


Mesmo tendo uma produção ainda muito pequena, o fato de ter nascido em berço de fotógrafo me trouxe muita informação sobre a área naturalmente, sem que fosse preciso clicar, testar e tentar todas as fotografias que me apareciam pela frente – Ou que qualquer outro fotógrafo teria que fazer até chegar num determinado nível de conhecimento.

Isto foi muito bom, pois foi um atalho. Por outro lado, a técnica tão almejada por fotógrafos iniciantes me aborreceu cedo demais.


Natural, minha ambigüidade na personalidade refletiria na minha fotografia.

Ao mesmo tempo em que acho lindo bater os olhos numa fotografia e saber quem é seu autor apenas pela luz, composição e técnica utilizadas, me intriga e fascina o portfólio de um fotógrafo cujas imagens são desconexas, tornando sua obra um verdadeiro labirinto (Claro, não por falta da técnica, mas justamente pelo contrário).


Às vezes me incomoda a sensação de ser superficial no que faço.

Então, quando me aprofundo em algo, sinto que estou demandando tempo demais a um único universo (Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, agora mesmo, em tantas partes do mundo?).

Me sinto a própria Cristina, de Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen, 2008), definida por Maria Elena na conversa que têm, quando Cristina entra em crise e decide abandonar a vida que escolhera ao lado do casal. Esta cena falou diretamente a mim e os gritos da personagem da Penelope Cruz me calaram.


...Superficialidade graças a fome de conhecer mais pessoas, hábitos, técnicas, lugares, artes, culturas, crenças...

...Desejo de ser mais e melhor naquilo em que acredito, mas saber que acredito em tudo, principalmente no Homem e nas suas 06 bilhões de possibilidades de histórias.

Estar vivo é uma experiência tão rica, mas tão breve, perto de tudo o que se pode ser... Pensando assim fica muito mais fácil entender os atores.


Enfim, voltando ao início desta “inner trip”, desta oficina nasceu uma exposição.

Logo postarei as fotos que apresentei por lá.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Shopping Pátio Limeira

Algumas semanas atrás fui contratado para fotografar o desfile da coleção Verão 2010 do Shopping Pátio Limeira.

Evento muito bem organizado, tudo lindo e elegante, salvo no que tange a atenção aos fotógrafos: Pit para três pessoas, baixo e distante menos de 03 metros da ponta da passarela - Sem contar a iluminação, próxima demais das cabeças dos modelos mais altos, muito focadas e intensas - Ou seja, o modelo ficava super e sub exposto a cada novo passo.

Acharia o máximo os organizadores de eventos (ao menos) pedirem sugestões para fotógrafos no que diz respeito a iluminação. Nem precisaria contratar uma consultoria em fotografia.
Dada a efemeridade de um evento, após tanto dinheiro, energia e tempo investidos, considerar o ponto fotografia (o que deixa toda a organização para a posteridade) seria, no mínimo, inteligente.

Enfim, o evento estava realmente lindo, ótimos profissionais, tudo bem distribuído, bom buffet, ótima assessoria de imprensa, tudo no cronograma.

Na passarela, Ellen Roche, Carlos Casagrande e os apresentadores mirins, Priscilla e Yudi.

Seguem alguns cliques:





Imediatamente após o término do desfile precisei entregar todas as fotos, sem qualquer seleção ou correção, para o pessoal de assessoria do shopping.
Em menos de 24 horas, muitos dos cliques já estavam em sites como Babado, Fuxico e Ego, e tempos depois, na revista Caras.

Ainda não sei se sou centralizador ou se me preocupo demais com a qualidade do que é publicado e assinado por mim, mas uma coisa é certa: Se a seleção tivesse sido delegada a mim, as fotos que foram publicadas deste desfile seriam outras.

...Cedo ou tarde aprendo a lidar com isto.